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Curiosidades

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Curiosidades relacionadas à Artes Visuais.

Diferença entre Papiro e Pergaminho

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Qual a diferença entre papiro e pergaminho?
A invenção do papiro é creditada aos egípcios, ele coexistiu com os pergaminhos.

Por volta do terceiro milênio a.C. no Egito usavam uma planta aquática chamada cyperus papyrus, ela tinha um caule em quer era possível escrever e desenhar.

Para isso, era preciso cortá-la em várias tiras, que eram coladas umas nas outras, polidas e postas para secar. Após a secagem saía o papiro. Eram usadas várias folhas seqüenciadas para obras maiores, podendo ser considerada ancestral dos livros de hoje.

O pergaminho era usado pelos gregos, ele era feito de pele de carneiros e ovelhas, tratadas com cal e esticadas. Acredita-se que tenha surgido por volta do século 2 a.C. na cidade de Pérgamo (atualmente Bergama, na Turquia).  Assim com o papiro, ele não era barato nem rápido de ser produzido, mas tinha a vantagem de ser “mais sólido e mais flexível que o papiro e de permitir que o raspasse e o apagasse”.

No século 4 o pergaminho superou o papiro até 751, quando os árabes usaram a idéia do chineses que já haviam inventado o papel desde o ano 105. O papel foi popularizado na Europa, e de lá para o mundo.


Extraído de: Aventuras na História, Ed.94. 2011.
Papiro Rhind
Em 1855, um advogado e antiquário escocês, A. H. Rhind (1833 - 1863), viajou, por razões de saúde, ao Egito em busca de um clima mais ameno, e lá começou a estudar objetos da Antigüidade. Em 1858, adquiriu um papiro que continha textos matemáticos.
O papiro Rhind ou Ahmes mede 5,5 m de comprimento por 0,32 m de largura, datado aproximadamente no ano 1650 a.C. onde encontramos um texto matemático na forma de manual prático que contém 85 problemas copiados em escrita hierática pelo escriba Ahmes de um trabalho mais antigo.
Uma parte do papiro Rhind. Depositado no Museu Britânico, Londres.
Pergaminho
Eumene, rei de Pérgamo, planejou ter em sua cidade uma imensa biblioteca, que rivalizasse com a biblioteca de Alexandria, no Egito. Contudo, quando desejou comprar papiro para a preparação dos livros, o rei do Egito proibiu tal venda. Isso forçou os sábios do Pérgamo a encontrar outro material que substituísse o papiro. Descobriram que podiam trabalhar a pele das ovelhas e carneiros e que esse material era de qualidade muito superior ao papiro. Em homenagem à sua cidade, deram a este novo material o nome de pergaminho. Este, continuou a ser usado em larga escala até ser substituído pelo papel. Ver 2 Timóteo 4:13.
Sendo que o pergaminho era muito caro, algumas vezes, por motivo de economia, a escrita que já não tinha mais valor era raspada e a pele lavada. Então recebia uma nova escrita. Um pergaminho assim reutilizado era chamado de palimpsesto. Algumas das cópias mais antigas e importantes do NT são palimpsestos. Pode-ser ler a escrita antiga derramando-se sobre a pele determinados produtos químicos e incidindo sobre elas raios ultravioletas.

Disponível em: <http://jeankelsoncarmo.blogspot.com.br/2011/07/papiro-e-pergaminho.html> Acessado em: 12 Abr. 2012



Picasso e sua obra prima "Guernica"

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Por Ana Lúcia Santana

 

Guernica – a trágica e clássica obra do pintor cubista Pablo Picasso – nasceu das impressões causadas no artista pela visão de fotos retratando as consequências do intenso bombardeio sofrido pela cidade de Guernica, anteriormente capital basca, durante a Guerra Civil Espanhola, em 26 de abril de 1937.

 

Este painel, produzido em 1937, é então exposto em um pavilhão da Exposição Internacional de Paris, no espaço reservado à República Espanhola. Este trabalho é grandioso, em todos os sentidos, tanto na catástrofe bélica que reproduz, quanto no seu tamanho, pois ele mede 350 por 782 cm. Elaborado em tela pintada a óleo, é um símbolo doloroso do terror que pode ser produzido pelas guerras.

 

Esta obra universal traz em si o impacto provocado por todo e qualquer confronto bélico, não só o vivenciado pelos habitantes de Guernica, destruída pela mortífera aviação alemã comandada pelo nazista Adolf Hitler, aliado do ditador espanhol Francisco Franco. Diretamente atingido pela visão desta violência sem igual, Picasso leva um mês e alguns poucos dias a mais para produzir sua obra-prima, que é concebida depois de não menos que 45 estudos anteriores.

Imediatamente este trabalho assume o caráter de representante artístico universal na condenação deste ato selvagem. As imagens que emanam desta tela transcendem os próprios fatos, alcançando, quase profeticamente, futuros embates que, hoje, se traduzem em guerras que pipocam aqui e ali em áreas que chegam a atuar como cobaias para que novos armamentos sejam testados, principalmente os eficazes bombardeios de saturação.

Picasso concebeu sua obra em amarelo e rosa, traduzindo assim os intensos sentimentos que o abalaram na destruição de Guernica, sua rejeição a tamanha violência. Sem dúvida nenhuma constituída em estilo cubista, o pintor nela reproduz o povo, os animais e as construções atingidas pelo bombardeio.

A própria recorrência ao recurso conhecido como ‘collage’ evidencia as intenções emocionais do artista. Ele não cola simplesmente as imagens na tela, mas as pinta, simulando o ato da colagem. Assim ele tece um espaço renovado e original, não obtido por meio de técnicas ilusórias, mas sim pela justaposição de imagens cortadas na perspectiva plana, em tonalidades pretas e cinzas, perpassadas por luzes brancas e amarelas, atingindo a impressão de uma falta completa de cores, que aqui lembram sem dúvida a morte.

O pintor representa em Guernica, com certeza, a dissolução da existência, que se resume a fragmentos, a transformações na anatomia dos seres retratados, de certa forma irreais, mas que ao mesmo tempo transmitem o absurdo significado ou a absoluta falta de sentido da realidade gerada pela guerra.

Este painel, que hoje está exposto no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madri, ainda transmite todo terror vivenciado por Picasso e seus contemporâneos durante a Guerra Civil Espanhola. E clama pela construção de um mundo renovado, tecido pela presença constante da paz e da tolerância. Esta obra será eternamente o símbolo da destruição que o Homem pode perpetrar, mas também de seu potencial para o entendimento e a convivência com o Outro.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guernica_(quadro)
http://www.isa.utl.pt/campus/6_pablo.htm



Origem da Fotografia no Mundo

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Otto

S2 Arte!

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