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Descentralização, o lado bom da colaboração

1 Um comentário Ninguém está seguindo este artigo ainda. 84 visualizações

Venho tentando entender porque muita coisa boa que chega até a escola não segue um processo de continuidade ou evolui com o tempo e com as práticas educativas. Ao ler o texto sobre movimentos colaborativos, consigo vislumbrar que a perda de ritmo na práxis educativa se dá por falta de colaboração.

Somos meros consumidores de tecnologias alienados ao que o mescado dita difundido pela propaganda através da demonstração de estilos de vida apresentados em novelas, filmes, clips musicais e etc. Somos o que consumimos? (em alusão a “Você é o que compartilha” de Charles Leadbeater)

As novas tecnologias que estão no mercado através de smartfones, tablets, notbooks, smartvs entre outras, também estão na escola nas mãos de professores e alunos ou mesmo por meio dos vários programas educacionais que chegam à escola.

Em princípio o uso dessas tecnologias se dá de forma individualizada, onde o indivíduo se apropria do equipamento e se enclausura no seu uso principalmente no que diz respeito ao uso de softwares de redes sociais como WhatsApp e Facebook transmitindo e reproduzindo informações sem nenhum critério de julgamento sobre sua veracidade. Em princípio isso seria um fato geral caso não fosse outras tantas pessoas que conseguem subverter a ideologia consumista difundida pelo mercado capitalista usando essas tecnologias de forma colaborativa, responsável buscando a difusão do conhecimento.

Nas escolas podemos perceber também essa dualidade onde alguns se apropriam do uso das TIC apenas para reprodução de informação enquanto outros se apoderam transformando o uso das TIC em produção de conhecimento com a participação de vários sujeitos: professores, alunos, pessoal técnico e gestores. Os que se apropriam (ou expropriam), “tomam de conta” para benefício próprio e retendo a informação ou conhecimento sobre o uso dos recurso tecnológicos, tornam-se o ponto negativo de algo que chamo de personificação, pois torna-se a condição sine qua non para que outros acessem e usufruam das TIC. Mas a personificação também tem um ponto positivo, onde o indivíduo se apodera do que está posto descobrindo as possibilidade de uso e contribuindo para o conhecimento coletivo de uma comunidade.

A ideia difundida pela prática colaborativa da Comunidade Software Livre é um bom exemplo de continuidade de projetos e processos e com descentralização, ressaltando que descentralizar, neste sentido, não é deixar à vontade. Para isso é necessário fomentar a cultura da difusão do conhecimento, fugindo, de certa forma, da prática conteudista ou super valorização de conteúdos disciplinares que acabam por abafar posturas que tratam o conhecimento de forma mais ampla, multidisciplinar, multirreferencializada e que inclui a participação, principalmente, em um mesmo nível de horizontalidade, professores e alunos.

 

 

BONILLA, Maria Helena; PRETTO, Nelson De Luca (Org). Movimentos colaborativos, tecnologias digitais e educação. Em aberto, Brasília, v. 28, n. 94, p. 23-40, jul./dez. 2015


1 Um comentário

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    Marilza Pereira da Silva 27 de Fevereiro de 2018, 18:53

    Prática colaborativa, talvez seja uma linguagem de fácil compreensão, porém utilizá-la através das TICs, esse será o grande desafio do seculo. vou tentar com muita vontade embora meu sonho mesmo é viver de uma horta, um pedacinho de terra e bode assado!