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Sobre a dor da perda, por Valdete

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Encontrei essa postagem na rede social de uma antiga parceira de trabalho. Pessoas que conheci menos do que gostaria mas a quem aprendi a respeitar pelas posturas diante da vida.

Todos nós passamos por algum tipo de perda. Perdas grandes, perdas pequenas. Perdas que talvez sejam irreparáveis. Ao refletir sobre suas perdas – que foram imensas – Valdete amorosamente compartilha conosco o que ganhou.

Agradeço muito.

“Final de ano chegando e hora do tradicional balanço de nossa vida. 2015 não foi um ano fácil pra mim, mas foi de grande aprendizagem. E Deus me deu mais um aprendizado ontem: encontrei uma pessoa, que assim como eu, está vivendo uma das fases do luto. Ela está na fase da revolta, de não aceitar a perda de forma alguma. Enquanto eu a escutava, eu ia me vendo, ia reformulando meus pensamentos, o que ja tinha superado e onde preciso avançar. Hoje eu queria dizer para os amigos que tbm tiveram perdas recentes que é natural a vida das pessoas que nos rodeiam, voltar ao normal e que isso não quer dizer que elas não são mais solidárias a nós, o que acontece é que nossa dor é tamanha que qualquer sinal de alegria perto de nós nos incomoda, achamos que as pessoas não ligam mais pra nosso sofrimento e, muitas vezes, nos irritamos, nos

afastamos, nos isolamos… Quero dizer pra vcs que nesse momento é essencial nomearmos nossos sentimentos – isso é dor, isso é culpa, isso é ressentimento, isso é raiva, isso é saudade – para tratarmos cada um de acordo com sua intensidade. Quero dizer também que chore apenas o suficiente, nossa dor não é proporcional ao tamanho do nosso amor; nossa dor é do tamanho da forma como lidamos com ela e isso não tem nada a ver com o amor. Não chorem ou sofram par

a justificar, quem sabe de nossos sentimentos e da forma como lidamos com a dor somos nós. E no mais amados, creiam na ressurreição e no reencontro. Um 2016 com menos dor, mais aprendizagem e que consigamos evoluir cada vez mais nesse tempo de estágio chamado VIDA TERRENA. Um beijo no coração de vcs!”

Valdete Silav

Valdet Silav



No Museu da PUC Minas

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Nesse final de ano tive uma bela surpresa ao levar as crianças para passear no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. Ali, as coisas inanimadas ganham vida pelas mãos dos profissionais responsáveis pelos acervos.

Localizado em Belo Horizonte, o museu me pareceu muito bem organizado, acolhedor e interessante. As crianças se divertiram observando as réplicas de animais pré-históricos, todas muito lustrosas e distribuídas entre chão, paredes e teto, o que dá uma ótima visualização de vários angulos. Os animas empalhados também merecem muito destaque, pela limpeza e viço aparente.

A mostra do trabalho do naturalista Peter Lund nos dá uma ideia da vida de antigas civilizações que habitaram as gerais, e cujas marcas da existência foram enviadas para a Dinamarca. Vários estudantes, reponsáveis pelo local, se colocaram à disposição para esclarecer dúvidas e conversar sobre os itens ali expostos.

As instalações possuíam iluminação impecável deixando os acervos e as nossas fotos com visual belíssimo. As crianças gostaram especialmente da ala de animais do cerrado e eu fiquei embascacada com os moluscos e equinodermas.

São três andares muito bem organizados, pena que no dia o elevador estava com defeito. Também não pude deixar de reparar em um cantinho com materiais de um tal “circo da Física”, meio abandonado e sem manutenção, destoando das demais partes do acervo.

Fizemos um lanchinho na área externa, onde ficamos um tempinho esquentando ao sol, e finalizamos o passeio com uma sessão relâmpago no planetário, tudo isso em cerca de 2 horas. Recomendo!

 

 

 

 



É possível pensar e mostrar a ciência de outros jeitos!

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A linguagem verbal é apenas uma das muitas linguagens existentes no mundo. E dizem por aí, que a ciência é também apenas uma das formas de interpretá-lo…

Bem, um professor decidiu apresentar sua tese em forma de quadrinhos, misturando verbo e imagem, valorizando a linguagem visual para exprimir seu argumento.

A reportagem de Bruna Souza Cruz, na página da UOL, está aqui

Professor publica tese de doutorado em forma de quadrinhos nos EUA

Unflattening é o nome da tese “em que leitor decide o que é”, segundo o autor Nick Sousanis.



Estudar, trabalhar e amar…

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Estudar, trabalhar e amar… isso sim poderia render um best seller.

Talvez a escrita desse best seller demorasse muitos anos, e sairia um pouco fragmentada, faltando uma ou outra parte. Talvez algumas partes viriam com manchas de tinta ou riscos coloridos de hidrocor.

(Certa feita, um texto de um estudante desapareceu e quando o encontrei, estava com “correções” feitas pelo meu filho, na época com 3 anos de idade.)

Tem horas que não é fácil fazer essas coisas todas ao mesmo tempo. Muitas vezes já me senti irritada por não conseguir fazer uma leitura teórica por 1 hora ou escrever um resumo de meia página, sem interrupções. E é ai que entra o amar.

É preciso discernimento, compreensão e paciência. Afinal, precisamos lidar com nossas escolhas. Felizmente, tem sido possível passar um bom tempo com minha criança – escolha que, infelizmente, poucas mães podem ter nos dias de hoje. O fato de ter acesso  à tecnologias em rede contribui imensamente para que uma boa parte do meu trabalho e dos meus estudos possam ser feitos em casa. Então, tento me organizar com essa estrutura conectada, me fazendo presente em lugares nos quais fisicamente não posso estar. Mas, ao mesmo tempo, é preciso aprender a lidar com a fragmentação e dispersão do tempo profissional e acadêmico e com as perdas que advém dessa fragmentação.

Frequentemente luto contra a ansiedade, a irritação e a decepção. E para isso, repito: é preciso amor. Amor às pessoas que estão conosco e amor a nós mesmos, pois acredito que não podemos nos punir pelas nossas escolhas. Precisamos, ao contrário disso, compreender nossos limites – e os dos outros – e buscar fazer o MELHOR possível diante das condições que encontramos ou que nos são dadas.

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Tecnologia: a palavra é feminina, a área nem tanto

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Publicado originalmente no site do GEC em 13/03/2015 por kamenezes.

by Karina Menezes

Quando comecei na área tecnológica, deixei o ambiente de vendas para trabalhar com manutenção de hardware e implantação de redes. Lembro-me da expressão dos clientes ao se depararem com a imagem “do técnico” toda vez que eu aparecia para fazer um atendimento local. Mesmo ostentando uma caixa de ferramentas e metros de cabos de rede debaixo do braço, frequentemente me perguntavam com cara de espanto: onde está “O” técnico?

Margaret Hamilton escreveu essa pilha de código para o projeto Apollo que levou o homem à Lua.

O preconceito e a equidade de gêneros no mundo do TI foi um dos tema debatidos na Campus Party Brasil 8 em São Paulo. Mubarik Ilam, do WhatsApp e Gabriela Viana, da Xiaomi e Laura González-Estéfani, do Facebook deram seus depoimentos e impressões sobre o quanto as mulheres são mais cobradas que os homens mesmo quando realizam funções similares e ainda assim – acrescento – recebem salário muito inferior, conforme pesquisa veiculada no site Convergência Digital, chegando a 77% de diferença. Apesar de a afirmação “lugar de mulher é onde ela quiser” circular em diferentes mídias, redes sociais e ser fortalecida por discursos ativistas, na área de tecnologias frequentemente somos estigmatizadas, desvalorizadas e vitimadas, às vezes com violência.

Recentemente li um artigo escrito pela jornalista  Ana Freitasespecialista em comportamento e cultura digital, no qual ela relatava situações de extremo desrespeito a que são submetidas pessoas de sexo feminino ao adentrarem fóruns e chans comuns ao universo nerd brasileiro. Na análise da Ana, esses espaços se transformaram em centros de treinamento e incentivo à misoginia e ao machismo.

Essa situação mostra o quanto a presença das mulheres no desenvolvimento tecnológico mundial é desconhecida. Histórias como a de Margareth Hamilton (responsável pelo desenvolvimento do software de controle de vôo do programa Apolo, na década de 60); ou de Ada Lovelace (matemática e escritora inglesa que escreveu o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina) permanecem no limbo, como se tudo que hoje existe tivesse sido criado por máquinas e não por gentes.

Na Campus Party Brasil 8, diversas iniciativas incentivaram a presença das mulheres no mundo da TI, buscando, ainda, dar visibilidade para outras ações com esse mesmo objetivo. Dentre essas iniciativas, destaco o trabalho e as reflexões da meninas do MNT – Mulheres nas Tecnologias, que já confirmaram presença no Fisl16, e do Grupo Womoz – Women & Mozilla.

Há mulheres envolvidas com tecnologias a muito tempo, mesmo que a história não faça jus a elas. O site Ada traz um post com o nome de 17 mulheres que contribuíram para o desenvolvimento da internet desde a década de 40. Vale dar uma conferida, divulgar e continuar trabalhando para tornar a área tecnológica uma área também de mulheres, também feminina como é a palavra “tecnologia”.


Referências

Nerds e machismo: por que mulheres não são bem vindas nos fóruns e chans. Disponível em http://www.brasilpost.com.br/ana-freitas/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html?1422906690

http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/02/06/campus-party-mulheres-buscam-mais-espaco-e-menos-preconceito-no-mercado-de-ti/#sthash.cL3OZIcR.dpuf FILS16 anuncia a participação do grupo mulheres nas tecnologias