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Por que as fintechs cresceram tanto nos últimos tempos?

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Fintechs

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As fintechs são um verdadeiro fenômeno — uma delas, a Nubank, é a única empresa brasileira na classificação de decacórnios.

 

Com propostas inteligentes, modelos de negócio escaláveis e repetíveis, benefícios impressionantes — como a previdência privada corporativa, possibilidade de home office e ambiente organizacional impecável — as fintechs têm ganhado espaço na mídia e no cotidiano das pessoas.

 

A mudança é mesmo muito grande. Em 2015, segundo estudo do FintechLab, possuíamos 56 fintechs. Hoje, são mais 550.

 

Ainda conforme a pesquisa, os maiores segmentos na indústria são: Meios de pagamento (20%), crédito (15%), Backoffice (12%), Risco e Compliance (9%) e Cripto moedas (7%). Entre os segmentos que mais cresceram, estão créditos, Pagamento e Cripto moedas, então estes são nichos a se observar de perto.

 

Porque tantos modelos de negócios têm aparecido e ganhado espaço? Por que empresas como a Nubank, hoje, já são conhecidas como decacórnios (ou seja, têm valor de mercado de mais de 10 bilhões de dólares)? Falaremos mais sobre isso nos próximos tópicos.

Por que as fintechs funcionam?

Decidimos começar o artigo com uma das perguntas mais frequentes. Há alguns anos, a maioria das pessoas talvez não se sentisse confortável com um serviço de banco digital. Hoje, no entanto, é incrivelmente comum encontrar pessoas com contas de pessoa física e jurídicas em bancos “na nuvem”, como o Nubank ou o C6.

 

A primeira razão para isso é a facilidade. Bancos tradicionais costumavam exigir que o usuário fosse até um espaço físico, munido de alguma documentação e que, após encarar uma fila, passasse por mais um processo burocrático. A abertura de contas, nesse modelo, realmente não era muito interessante.

 

Os bancos digitais permitem a abertura de conta mediante cadastro, envio de documentos e, às vezes, comprovação de renda. E isso, vale salientar, pode ser feito do conforto do lar, sem a necessidade de se aventurar pela cidade - o que, em épocas de pandemia, também não é muito sedutor.

 

A segunda razão está nas potencialidades dos aplicativos. 

 

Além de toda a movimentação que faríamos em um totem de banco tradicional, como observação de saldo, solicitação de extrato, envio de DOCs e TEDs e afins, conseguimos ter acesso ao nosso histórico de gastos e, assim, melhorar o nosso planejamento financeiro.

 

Não poder tirar dinheiro é uma desvantagem desse modelo de negócios, visto que algumas pessoas gostam de ter algum valor em espécie no cotidiano. Para quem tem essa preferência, as taxas podem ser um pouco desanimadoras. No entanto, quando as colocamos na ponta do lápis, às vezes as vantagens ainda existem.

Acesso a crédito e investimentos

Nos últimos tempos, algumas fintechs de pagamento resolveram se aventurar também na área de créditos e investimentos. Algumas rendem o dinheiro presente na conta de forma automática, a 100% do CDI — o que já é melhor que a poupança. 

 

Outras, no que lhe concerne, permitem a contratação de serviços de investimentos, como títulos do Tesouro Direto e compra de ações, diretamente do aplicativo que utilizamos para realizar nossas transações diárias. 

 

É uma forma, entendemos, de democratizar o acesso a investimentos e de melhorar a saúde financeira dos indivíduos.

 

Em relação ao acesso ao crédito: o limite tende a crescer conforme o usuário utiliza o cartão de crédito e conforme o seu perfil. Se ele atrasa e parcela faturas com frequência, é possível que o limite não seja tão alto. 

 

Com planejamento financeiro, salientamos, conseguimos diminuir esse impacto negativo (e, inclusive, conseguimos fazemos menos contas no cartão de crédito!).

Por fim, as taxas!

Os bancos tradicionais costumavam cobrar taxas para muita coisa. Desde uma irreal — e por vezes cara — taxa de manutenção de conta até valores aparentemente baixos por transações, às vezes o usuário acabava gastando um dinheiro indesejado apenas para poder utilizar o seu cartão de débito ou crédito.

 

As fintechs vieram para desafiar essa realidade, dado que permitem abertura gratuita de conta e, em sua maioria, cobram nada ou muito pouco para que o usuário possa efetuar movimentações financeiras. 

 

A anuidade do cartão de crédito, que também é muito alta em alguns bancos “físicos”, também não costuma ser cobrada pelas fintechs. 

 

Não é por acaso, concluímos, que a maior parte das instituições financeiras tradicionais têm buscado oferecer os mesmos serviços que as fintechs, mesmo que isso implique em deixar de cobrar algumas taxas.


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