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Matemática também tem a ver com Biologia

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Matemática também tem a ver com Biologia

A Matemática dialoga com diferentes áreas de conhecimento. Para a Biologia, ela exerce um papel fundamental, permitindo a aplicação de diferentes conceitos em pesquisas científicas e análises laboratoriais que contribuem para descobertas e avanços da Medicina, da Veterinária, da Agronomia, da Engenharia Genética, dos estudos sobre Meio Ambiente, dentre outros.

Dos cálculos de limites e derivadas, passando pela lógica da probabilidade, sem esquecer a sequência de Fibonacci, a Matemática está intimamente relacionada com a Biologia. Essa associação vem sendo responsável pelo desenvolvimento da vida na Terra.

O estudo sobre limites tem como base a análise de funções que, por sua vez, é o conceito base para o cálculo de derivadas. Essas podem ser compreendidas como a taxa de variação entre duas grandezas. Quando aplicadas na Biologia, as derivadas permitem identificar o crescimento da população de microrganismos em um determinado intervalo de tempo, por exemplo. 

Essa categoria de estudo possibilita entender as causas e a transmissão de doenças, bem como, desenvolver medicamentos e vacinas, o que impacta diretamente no aumento da qualidade e da expectativa de vida dos seres humanos.

As probabilidades da Genética

A Genética é outra área da Biologia que se utiliza das teorias matemáticas. Quando uma situação envolve resultados possíveis e favoráveis, aplica-se a probabilidade. Na prática, ela consiste em calcular as hipóteses de um determinado evento acontecer diante de um cenário de amostras.

Isso ocorre quando há o encontro de determinados genes no momento da fecundação. Quando o homem e a mulher são heterozigotos para uma determinada característica (Aa), cada um produzirá duas categorias de gameta: o espermatozoide A; o espermatozoide a; o óvulo A; e o óvulo a. 

Após a fecundação, a geração será de AA; Aa; Aa; ou aa. Saber a probabilidade em relação à pigmentação da pele, a cor dos olhos e outras características da criança passa pela associação dos estudos de probabilidade e de Genética.

Sequência de Fibonacci.

Proposta pelo matemático italiano Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, essa sequência numérica permitiu identificar uma regularidade em que os números seguintes serão a soma dos dois anteriores:  0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89… Um exemplo dessa sequência presente na natureza é a concha do caramujo. A dimensão de cada pedaço é igual à soma dos dois antecessores. 

Outra propriedade da Sequência de Fibonacci é que há uma constante entre o coeficiente de um número e o seu antecessor, resultando sempre em 1,618. Há vários exemplos na natureza. A altura do ser humano dividida pela distância entre a cabeça e o umbigo também chega ao valor de 1,618.

O matemático também observou que quando esses números são dispostos de forma geométrica, no chamado Retângulo de Ouro, ao desenhar um arco é possível chegar ao (Espiral) de Fibonacci. As sementes do Girassol se organizam em dois espirais desse modelo. Já a cauda do camaleão é considerada uma das representações mais perfeitas desse (espiral).

Estudos interdisciplinares

Por conta do diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento, cada vez mais os educadores defendem a proposta de estudos interdisciplinares nas escolas para que, desde cedo, os estudantes possam compreender a aplicação e a relação entre as ciências.

Mostrar o porquê das coisas, com exemplos e aplicações práticas dos conceitos aprendidos em sala de aula, faz os estudantes sentirem-se mais motivados com os estudos. Além disso, possibilita um ambiente criativo e questionador.


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