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Presidência da República adota plataforma livre Noosfero para construção da Política Nacional de Participação Social

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Evento na Presidência da República

A Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) promoveu, nesta quinta-feira (18/07), no Salão Leste do Palácio do Planalto, o evento “Diálogos Governo e Sociedade: Novas Formas de Participação Social na Política”, no qual representantes de diferentes segmentos da sociedade debateram as recentes manifestações populares e sua relação com as demandas por novos mecanismos de exercício da democracia.

O evento serviu também para o lançamento de duas Consultas Públicas sobre os textos-base da "Política Nacional de Participação Social" e do "Compromisso Nacional pela Participação Social". O processo de  construção desses dois textos está aberto a toda sociedade e poderão ser feito por qualquer cidadão, via internet, por meio de uma ambiente digital de participação social, desenvolvido por meio da plataforma livre Noosfero: http://psocial.sg.gov.br


Oficialmente, o desenvolvimento desse projeto da Presidência se deu por meio do SERPRO, contudo a Colivre (Cooperativa de Teconologias Livres da Bahia), criadora dessa plataforma livre, ofereceu todo apoio técnico para que essa implantação acontecesse. Para isso, além de consultoria técnica, foram incluídas e lançadas novas funcionalidades na versão 0.44.0 do Noosfero que possibilitarão a construção colaborativa dos decretos que visam o fortalecimento do diálogo entre o Estado e a Sociedade Civil.

Segundo o site da Presidência da República, o diálogo com os atores sociais para a construção dos dois documentos será o primeiro teste para a nova ferramenta utilizada pelo Governo Federal e aponta para a importância do papel das novas mídias no aprofundamento da participação social.

Representante da Rede Social Livre Blogoosfero, Fred Vasquez defendeu ainda no evento que o uso de tecnologia nacional por todo o governo federal e que os vídeos institucionais sejam hospedados no Serpro e nos sites das universidades brasileiras. O professor da PUC, Ladislau Dowbor, autor do livro Democracia Econômica: Alternativas de Gestão Social, disse que “é importante que a gente se una para que as coisas tenham prosseguimento”.

O ministro Gilberto Carvalho ressaltou que o encontro e plataforma foram elaborados para o governo “mais ouvir as considerações do que falar”. Carvalho considerou o encontro extremamente saudável e afirmou que “ é momento de abrir novos caminhos para o diálogo e a participação”. Pedro Abramovay, da Avaaz (maior comunidade de campanhas e petições online para a mudança social) defendeu que as manifestações de junho de 2013 apontaram um novo caminho para o Brasil.

Fonte: Site da Presidência da República.



Colivre em pauta: cooperativa baiana é citada em duas reportagens do Estadão, em São Paulo.

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Fonte do Foto: http://instagram.com/p/byl91hGTak

Segundo a reportagem publicada no Estadão, no dia 14 de Julho de 2013, "uma nova geração de programadores e ativistas está convencida de que o Brasil pode dar origem a um novo expoente mundial na área e buscam inspiração nos casos de sucesso de companhias como Mozilla (responsável pelo navegador Firefox), a plataforma de publicação WordPress e a RedHat, grande empresa de software da área. O desafio é lidar com a falta de conhecimento e a insegurança do setor privado, habituado a programas proprietários, já que hoje a maioria dos negócios ainda envolve o setor público."

"Para ganhar espaço, as novas empresas da área precisam se profissionalizar, já que hoje o mercado é muito fragmentado e a maioria ainda atende a setores do governo. “Infelizmente o software livre está associado ao ambiente acadêmico. Há muito preconceito”, diz Vicente Aguiar, sócio-fundador da Colivre, cooperativa de tecnologias livres nascida na Bahia e criadora da plataforma Noosfero, usada na rede social colaborativa Stoa, da Universidade de São Paulo (USP).

Outro ponto é conquistar a confiança das empresas, que temem utilizar uma plataforma cujo código é modificado colaborativamente. “Esse princípio impulsiona o negócio”, diz Aguiar. “O Noosfero foi traduzido para o japonês, russo e alemão. Em qual outro contexto um sistema criado no Nordeste chegaria a esses lugares?”

Na segunda reportagem, "ativistas defendem o ensino de programação nas escolas para reduzir déficit de profissionais de TI e estimular inovação. A disputa por mão de obra no mercado de tecnologia é um dos fatores que atrapalha o desenvolvimento de novos negócios com software livre. 'A maioria dos programadores é cooptada por grandes corporações e abandonam os sonhos para ganhar milhões em outros lugares', diz Vicente Aguiar, da cooperativa Colivre. 'Muitos só precisavam de um empurrãozinho para empreender'.”

Para conferir as reportagem completas, acesse os dois link abaixo:



O mundo da Virtualidade Real

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No início desse século, em 2000, desnudando uma nova realidade social embrionária, o sociólogo Manuel Castells escreve sobre a "Cultura da Virtualidade Real", num dos mais interessantes capítulos da sua grande obra "A Sociedade em Rede". Confesso que, logo que li o livro, passei desapercebido sobre a relevância dessa questão. Porém, quando voltei para universidade para fazer doutorado, li sua palestra (feita dez ano depois do livro!)  sobre “Redes sociais e transformação da sociedade”, eu pude perceber o quanto esse conceito é muito relevante nos dias de hoje, pois...      


"(…) Havia gente que dizia que a internet era um lugar alienante, onde as pessoas se ilhavam, mas, pelo contrário, onde há sociabilidade é na internet. Onde há cada vez menos sociabilidade é na vida física individual, porque as pessoas só correm, não têm tempo para nada. Há uma cultura individualista de competição no trabalho e na vida familiar, e onde as pessoas realmente se articulam socialmente é na internet e, a partir daí, desenvolvem sua própria vida. Passamos não ao mundo virtual, mas ao mundo do que chamo de virtualidade real. Não da realidade virtual, mas da virtualidade real.

A virtualidade é uma dimensão básica de nossa realidade, e é nesta articulação que se constrói nossa sociedade. E se constrói autonomamente. As pessoas constroem suas próprias redes sociais. Na internet, constroem seus próprios processos de ativação política e profissional. Não é um lugar para somente chat-chat. As redes sociais são para todos: para o profissional, político, intelectual, cientistas, acadêmicos. É aí que se as pessoas se expressam e articulam suas próprias relações." 2

 

1 Imagem feita por  Aurium
2 Manuel Castells, em sua palestra “Redes sociais e transformação da sociedade”, proferida no Centro Ruth Cardoso em 16 de setembro de 2010.